Se a sua fatura cloud virou uma reunião mensal com CFO + CTO + ansiedade, você não precisa de opinião. Você precisa de diagnóstico.

O trabalho da Fixx em 48 horas é pegar uma conta que parece “imprevisível” e transformar em uma história simples: quais 2 ou 3 itens puxam o total, por que isso aconteceu, e qual decisão resolve sem travar seu roadmap.

TL;DR
Em 48h, a gente decompõe sua fatura, encontra os drivers reais de custo e entrega um plano 30/60/90 com três saídas: (1) cortar agora, (2) corrigir arquitetura, (3) repatriar parte da carga com risco controlado.

Pra quem isso é (e pra quem não é)

Isso é pra CTO, tech lead e founder técnico que já tem produto rodando e um gasto que saiu do “cartão corporativo” e entrou no “orçamento”.

  • Faz sentido se você gasta a partir de uns R$ 15k/mês e não consegue explicar o “por quê” em 10 minutos.
  • Faz muito sentido quando rede, logs ou banco aparecem como surpresa (é onde mora o dinheiro esquecido).
  • Não faz sentido se você ainda está validando PMF e o custo muda por semana. Aí a auditoria vira fotografia de um alvo em movimento.

O que você precisa mandar (sem drama)

Pra uma auditoria ser rápida, ela precisa de um mínimo de evidência. A gente pede o suficiente pra não ficar no “achismo”, e pouco o bastante pra não virar projeto.

Você mandaPor quêFormato
Fatura do mês + 2 meses anterioresver tendência, não printPDF ou export
Dados de custo detalhadosachar drivers reaisCUR ou Cost Explorer
Inventário de workloads (bem simples)ligar custo em serviçolista (serviço → “pra que serve”)
Quem decide + quem executao plano precisa de dononomes e papéis
CUR ou Cost Explorer?
Se você já tem AWS CUR, melhor. Ele é o dataset mais completo de custo/uso, entregue em CSV no seu bucket (docs, overview). Se você não tem, dá pra começar pelo Cost Explorer e evoluir depois (overview).

Como são as 48 horas (de verdade)

Quando alguém promete auditoria rápida, o medo é sair uma lista genérica (“reduza logs”, “otimize instâncias”). A gente evita isso com um rito simples: primeiro a fatura, depois os serviços, depois a decisão.

Dia 1 (manhã): onde o dinheiro está indo

  • Quebra por categoria (compute, banco, storage, egress, rede, observabilidade).
  • Top 10 linhas que mais custam. Sem top 10, todo mundo discute por sensação.
  • Diferença mês a mês: o que subiu, o que desceu, o que está estável.
O que a gente procura aqui
Quase sempre aparece um padrão: um item pequeno em “arquitetura” e gigante em dinheiro. NAT, egress, logs, storage duplicado, instância esquecida, banco superdimensionado. É aí que a auditoria se paga.

Dia 1 (tarde): o custo tem dono?

Se 70% do seu custo está em “shared” (ou “infra”), você não tem gestão de custo. Você tem um boleto. Nesse bloco a gente mede o quanto dá pra atribuir por time/serviço com as tags que existem hoje, e o que falta pra enxergar melhor.

Sobre tags: a AWS permite ativar cost allocation tags (tags geradas pela AWS e tags suas). Elas viram colunas de relatório e ajudam a quebrar custo por time, app, owner, etc. Documentação oficial: Organizing and tracking costs using cost allocation tags.

Dia 2: por que está assim, e o que fazer

  • Mapeamento de workloads: qual serviço gera qual custo (do jeito que dá com os dados atuais).
  • Hipóteses testáveis: “isso é egress”, “isso é retenção”, “isso é on-demand por falta de compra”, “isso é duplicação”.
  • Plano em 30/60/90: sequência de ações, com risco e dependências.
Plano em 3 caminhos
Cortar agora é quando dá pra reduzir custo sem mexer em produto. Corrigir arquitetura é quando o custo vem de uma decisão técnica que ficou velha. Repatriar é quando a carga é previsível e a nuvem virou um risco de orçamento.

Entregáveis: o que você recebe no fim

EntregaO que vem dentroDecisão que destrava
Quebra por categoriatabela + explicação em portuguêsonde atacar primeiro
Top 10 driverslinhas, valores e motivo provávelo que cortar agora
Mapa de workloadsserviço → dono → custoresponsabilidade por custo
Plano 30/60/90ações com risco, esforço, retornosequência sem travar produto

Exemplo de 30/60/90 (pra você visualizar)

JanelaAçãoEsforçoRiscoResultado esperado
0–30 diascortar retenção de logs onde não faz sentidobaixobaixoredução imediata + menos ruído
0–30 diasidentificar e desligar ambientes ociososbaixomédiocorta desperdício recorrente
30–60 diasright-size de banco e compute (com medição)médiomédiocusto mais previsível
30–60 diasorganizar custo por serviço (tags + owners)médiobaixogovernança que não depende de herói
60–90 diasplano híbrido: trazer carga previsível, manter burst na nuvemaltomédioreduz risco de orçamento sem perder elasticidade
Nota importante
A melhor auditoria não é a que “economiza mais”. É a que te deixa explicar a fatura com calma e evita surpresa no fechamento do mês. O corte vem como consequência.

Um exemplo do que costuma aparecer (sem expor cliente)

Um dos motivos de auditoria ser rápida é que os padrões se repetem. Não porque a empresa é “bagunçada”, mas porque cloud esconde custo atrás de nomes simpáticos.

Achado comumComo aparece na faturaCorreção típica
NAT/egress virou impostorede cresce sem deployendpoint privado, cache, revisar rotas
Logs com retenção altaobservabilidade sobe todo mêsretenção por serviço, amostragem, filtro
Banco grande “por segurança”banco estável e caroright-size, ajustar HA/IOPS
Ambientes duplicadosprod + staging quase iguaisstaging mais barato, desligamento programado
Sem tags, sem donocusto vira “shared”ativar cost allocation tags e criar owners

O erro que a gente evita: “otimizar sem saber o que está comprando”

Uma fatura alta pode esconder dois problemas bem diferentes:

  • Você está pagando por risco (alta disponibilidade, redundância, pico) e não percebe. Aí cortar sem cuidado vira incidente.
  • Você está pagando por descuido (retenção infinita, tráfego desnecessário, duplicação). Aí dá pra cortar rápido.

A auditoria separa os dois. Esse é o ponto.

FAÇA EM CASA
Se você quiser testar antes de falar com a gente: pegue 1 mês de fatura e force uma quebra em 6 linhas (compute, banco, storage, egress, rede, observabilidade). Se duas linhas passarem de 15% cada, você já tem os “suspeitos” e a conversa fica objetiva.

Quer rodar?

Se você mandar CUR (ou Cost Explorer) e um inventário simples, a gente devolve em 48h com diagnóstico e plano. Sem “apresentação de 40 slides”, sem proposta colada no final. Só decisão.

contato@fixx.com.br